Desde a organização do Estado de Israel, em 14 de maio de 1948, essa nação volta e meia tem sido atacada por seus vizinhos. Eu mesmo já perdi a conta de quantas vezes Israel foi bombardeada pelos seus inimigos.

Desta feita, o movimento islâmico Hamas é que está protagonizando o ataque contra essa nação. Nesta terça-feira (11/maio), foram disparados 130 foguetes contra Tel Aviv, uma das maiores e mais importantes cidades do país.

Se não bastasse isso, o Hamas e o grupo Jihad Islâmica lançaram pelo menos 630 foguetes contra Israel em pouco mais de 24 horas. Segundo os noticiários, cerca de 200 foram interceptados pelo sistema antimíssil, enquanto 150 falharam e caíram dentro de Gaza.

Diante disto, talvez você esteja a perguntar: Por qual motivo Israel é tão odiado? Será que isto se deve aos lugares considerados sagrados? Ou será que existem mais fatores que despertam esse ódio?

Veja bem, não quero ser simplista em minhas respostas, ainda que eu não seja especialista no assunto. Acredito que a terra e a geografia onde se encontra o Estado moderno de Israel possui, sim, um papel preponderante no ódio disseminado pelos inimigos. Mas entendo que outros fatores também contribuem com a escalada agressiva de ataques sofridos por essa nação. Então, vejamos alguns:

1. Israel é uma democracia, o que em muito difere da ideia de estado teocrático defendida por parte dos seus inimigos.

2. Israel é o berço do judaísmo e do cristianismo, cujos valores, conceitos e doutrinas norteiam o Ocidente, o que por si desperta o ódio de grupos islâmicos.

3. Israel é um país onde existe liberdade religiosa, o que difere dos estados teocráticos e absolutistas defendidos por movimentos islâmicos.

4. Em Israel, as mulheres são livres e contam com todos os direitos e a proteção do Estado, o que se contrapõe às ideias relacionadas à mulher defendidas por países islâmicos.

5. Israel não é um país regido pelo fundamentalismo religioso islâmico.

Agora, também entendo que esse ódio se deva ao fato (inconsciente e, claro, espiritual) de que Israel foi o povo escolhido por Deus para que a sua Palavra fosse levada a um mundo absorto em pecado, bem como foi a nação da qual veio o Filho de Deus, Jesus, o Cristo.

Ademais, entendo que há uma promessa da parte do Senhor de que haverá um tempo em que Israel será enxertado novamente na oliveira (Romanos 11:22-24). Isso talvez justifique o desejo de destruição de Israel por parte do inimigo de nossa alma, que, de forma pérfida, tem seduzido os homens na missão de tentar exterminar Israel, para que a Palavra de Deus não se cumpra.

Contudo, apesar disso, Deus zela pela sua Palavra, e tudo aquilo que ele disse há de se cumprir, até mesmo porque, agindo Ele, quem o impedirá? (Isaías 43.13)

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 26 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.