Os carnaubaenses estão de parabéns, hoje comemoram a sua emancipação, 57 anos. A amada terra dos “verdes carnaubais”, festeja sem pompas a data bastante representativa na sua historia de emancipação política.

História

Foi Antônio Pereira de Albuquerque o primeiro habitante de uma localidade, onde situava-se uma área com vista ampla, verde e bela, com muitas carnaubeiras ao redor e com boa terra para cultivar. Logo depois chegava Abel Alberto da Fonseca que iniciou as primeiras construções, se tornando pioneiro na organização urbana da povoação que estava nascendo.

Através da participação de figuras dedicadas a comunidade o povoado começou a se desenvolver, e entre elas destacaram-se o Monsenhor Honório, primeiro vigário, a professora Adalgisa Emídia da Costa, a incentivadora cultural Celina Moura e Olavo Lacerda Montenegro, que lutou pela sua emancipação política.

Em 18 de setembro de 1963, através da Lei nº 2.927, Carnaubais desmembrou-se de Assu.

A jovem cidade de Carnaubais ia completar apenas 11 anos de emancipação política e estava passando pela sua terceira gestão municipal quando foi atingida por um acontecimento que marcaria e mudaria definitivamente a sua história. Esse importante acontecimento foi a enchente de 1974.

Era Abril de 1974, o então prefeito de Carnaubais, Valdemar Campielo, estava há um pouco mais de um ano de sua segunda gestão e toda a região do Vale do Açu estava passando por um inverno forte e rigoroso. Com as abundantes chuvas, o Rio Açu foi enchendo e suas as águas foram avançando sobre a cidade de Carnaubais, inundando os prédios públicos e as casas e sítios dos moradores, que ficaram embaixo d’água por cerca de 19 dias.

Para salvar alguns de seus pertences as pessoas os abrigavam nos prédios mais altos da época, como a Igreja, por exemplo, e depois, por meio de canoas transportava-os para as parte mais alta da cidade, conhecido por tabuleiro. Através das canoas as pessoas também eram levadas para o tabuleiro, para serem abrigadas nas casas de alguns que por lá já moravam.

Por causa dessa cheia, muitos perderam tudo e mudaram-se para outras cidades a fim de recomeçarem suas vidas longe das enchentes. Outros decidiram ficar e recomeçar aqui mesmo tanto suas vidas como a própria cidade.

Depois que as águas baixaram iniciou o período do recomeço e da reconstrução. Mas em 1975, foi tomada uma decisão de reconstruir não mais onde a cidade estava, mas no lugar onde já existia moradores e a população foi anteriormente abrigada, no tabuleiro.

Assim, o prefeito Valdemar Campielo adquiriu apoio do governo do estado, da SUDENE e do Canadá para dar início a construção da nova cidade. Ele contou também com a contribuição da população, pois os proprietários doaram suas terras e os de menores condições participaram ativamente no trabalho de construção.

A enchente de 1974 se tronou, então, um divisor de águas na história carnaubaense, pois, por causa dela, podemos dividir a nossa história em duas fases. A primeira fase vai da formação até a grande cheia, que corresponde a época da Cidade Histórica e a segunda fase vai dá reconstrução de Carnaubais até os dias de hoje, correspondendo a época da cidade nova.

Datas importantes…

Distrito criado com a denominação de Santa Luzia, pelo decreto estadual nº 603, de 31-10-1938, subordinado ao município de Assu.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Santa Luzia, figura no município de Assu.
Pelo decreto estadual nº 268, de 30-12-1943, o distrito Santa Luzia passou a denominar-se Carnaubais e o município de Assu passou a ser grafado Açu.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Carnaubais ex-Santa Luzia, figura no município de Açu ex-Assú.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Carnaubais, pela lei estadual nº 2927, de 18-09-1963, desmembrado de Açu. Sede no antigo distrito de Carnaubais. Constituído de 2 distritos: Carnaubais e Porto do Mangue, ambos desmembrados de Açu. Instalado em 01- 01-1964.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Carnaubais e Porto do Mangue.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VI-1995.
Pela lei estadual nº 6851, de 28-12-1995, desmembra do município de Carnaubais o distrito de Porto do Mangue. Elevado à categoria de município.

Confira a letra do hino da cidade:

Bafejada pela brisa do oceano

Teu passado é de lutas e de glória.

Carnaubais o teu povo feliz e ufano.

Sente orgulho em contar sua história (bis).

Do Rio Grande do NorteÉs tu um torrão acolhedor.

E para seres mais forteNão faltará nosso amor (bis).

Deste vale ubérrimo promissorTu és uma perola engastada.

E que seja na alegria ou na dorTu serás nossa terra sempre amada (bis).

Do Rio Grande do Norte És tu um torrão acolhedor.

E para seres mais forte Não faltará nosso amor (bis).

Este teu palmeiral verdejante,Do teu solo expressa a pujança.

E o astro rei que o cobre irradiante.

É uma mensagem de paz e de esperança (bis).

Do Rio Grande do Norte.

És tu um torrão acolhedor.

E para seres mais forte.

Não faltará nosso amor (bis).

Fonte: Museu de Carnaubais