O adiamento das eleições é discutido por causa da pandemia do novo coronavírus. Há o temor de que aglomerações causadas pelo processo eleitoral, na campanha e na votação, facilitem a disseminação da covid-19.

O Congresso vota nesta semana o adiamento das eleições municipais. O Senado deve analisar o tema na terça-feira, 23.

A mudança precisa ser feita por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), que já foi apresentada (PEC 18 de 2020). Esse tipo de projeto é o mais difícil de ser aprovado: precisa de 3/5 dos votos dos deputados e senadores em 2 turnos de votação em cada Casa.

A ideia é que o 1º e o 2º turno saiam de 4 e 25 de outubro, respectivamente, para datas até o meio de dezembro. Assim, seria possível manter a posse dos eleitos em 1º de janeiro.

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, passou a defender que seja aumentado o tempo de TV das campanhas para compensar a impossibilidade de comícios e outros eventos típicos do processo eleitoral.

O vice-presidente da Casa e chefe nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse em nota acreditar que deve ser estudada a hipótese de organizar as eleições com segurança em 4 de outubro.

Também podem ser votadas 3 medidas provisórias na Câmara:

  • MP 925 de 2020 – estipula medidas emergenciais para aviação civil por causa da pandemia;
  • MP 930 de 2020 – trata da tributação de investimentos de sociedade controlada domiciliada no exterior;
  • MP 931 de 2020 – dispõe sobre o funcionamento das assembleias de sócios e votações à distância durante a pandemia.

As medidas estão na pauta de 4ª feira (24.jun.2020). É improvável, porém, que todas as 3 sejam analisadas em 1 único dia. Leia a íntegra (196 Kb) da pauta da Câmara.

A Câmara está funcionando em regime de votação remota, com os deputados participando das sessões por meio de seus celulares. Nessa modalidade, as sessões têm sido mais longas.