O dólar começou a semana em queda. Nesta segunda-feira, a divisa caiu 2,79% e fechou cotada a R$ 4,85. É o menor patamar desde o dia 13 de março, quando ficou em R$ 4,81. O clima de otimismo fez ainda a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) encerrar em alta de 3,18%, aos 97.645 pontos. É a sétima alta seguida.

Segundo analistas, o otimismo reflete o bom desempenho do mercado externo, ajudando a compensar as incertezas em torno do ambiente político e do fraco desempenho da economia brasileira. Hoje, o Banco Mundial disse que a economia deve ter um recuo de 8% no PIB.

Nos EUA, o Nasdaq, que chegou a atingir patamar recorde ao longo do dia, fechou em alta de 1,13%, aos 9.924 pontos. O Dow Jones subiu 1,7%, para 27.572 pontos, assim como o S&P 500, que avançou 1,21%, para 3.232 pontos.

Sean Butler, gestor da Golf Invest, o avanço das bolsas hoje é reflexo ainda dos dados positivos do mercado de trabalho na economia americana que foram divulgados na sexta-feira, quando a maior economia do planeta abriu 2,5 milhões de postos de trabalho em maio. Isso, disse Butler, vem aumentando a confiança dos investidores.

Assim, já na sexta-feira, a moeda americana registrou o maior recuo semanal frente ao real em 12 anos, o que fez com que a divisa encerrasse a semana abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez desde 13 de março.

Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais, lembrou que o bom desempenho dos mercados financeiros ocorre por uma redução da aversão a risco, com os investidores buscando oportunidades ao redor do mundo.

— Isso é reflexo de uma recuperação econômica mais forte no exterior com a abertura gradual das economias. Por isso, há essa postura de apetite ao risco, com as bolsas subindo e o dólar caindo mundo afora — disse Bandeira.

Os analistas citaram ainda o anúncio do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que ampliou do programa de crédito para pequenas e médias empresas, o que pode ajudar no processo de retomada da economia americana.