O ano era 2000, um ano em que foi visível a olho nu a ascendência das oligarquias políticas da cidade de Porto do Mangue, emancipada há apenas 5 anos, mas já se podia sentir como funcionava o poder e o que este produziu e fez surgir: o coronelismo.

Tal fenômeno , o coronelismo, Funcionava assim: O “coronel” figura chave no processo de controle do voto da população era temido e respeitado (esse segundo item era fruto do primeiro), detinha a influência e o poder político, resultado, quanto mais poder, mais controle das classes pobres e menos favorecidas – em contra partida, todas as benesses (lucros) eram mantidos dentro das casas grandes dos coronéis.

As oligarquias sempre dependeram dos votos para conquistarem ou assegurarem seu domínio político, daí a necessidade de barganharem.

A história mudou, ou melhor, mudaram a história. No último pleito (2016) eleitoral da cidade de Porto do Mangue, o eleitorado mostrou que está livre das amarras dos tradicionais grupos oligárquicos ainda existentes e que por acaso, hoje ainda procuram sobrevida, o discurso usado é que não precisa da opinião popular – apenas do voto (cabresto?), sqñ.

A história mudou, mudaram a história e quem mudou foi o eleitor que não aceita mais imposição.

Quem for contra as vozes do povo tende a naufragar, qualquer posição/decisão que não esteja alinhada com a vontade popular tende a fracassar. A história prova isso.