Evangélicos serão decisivo na eleição deste ano

Vários sinais contundentes mostraram como as questões morais, de cunho religioso, passaram a guiar as decisões dos políticos brasileiros – com uma força que só encontra paralelo, entre as grandes democracias ocidentais, com o que ocorre hoje nas campanhas políticas nos Estados Unidos.

Nos próximos meses, com a proximidade das eleições no Brasil, as igrejas evangélicas devem se tornar um dos principais pontos de peregrinação de políticos, que irão com a missão de conseguir convencer a classe que está apto a atender os anseios de uma comunidade que já representa mais de 32% dos eleitores brasileiros.

De acordo com o IBGE, o Brasil terá maioria evangélica em até uma década. O levantamento do órgão oficial do governo projeta a tendência. Uma extensa reportagem do jornal Valor a respeito do assunto contextualizou a situação comparando com o cenário de países vizinhos na América do Sul. O Chile, por exemplo, vem observando um abandono da religião católica em grau acentuado, mas ao contrário do Brasil, os ex-católicos de lá, na maioria, se tornam ateus, agnósticos ou sem religião.

Bem, vamos voltar ao assunto da influência dos evangélicos na próxima eleição… A América Latina, uma região onde existem 425 milhões de católicos (40% da população católica mundial), em um contexto em que a Igreja Católica é liderada pelo primeiro papa latino-americano, os evangélicos continuam em ascensão, quando há seis décadas mal chegavam a 3%, hoje ultrapassa os dois dígitos, de acordo com dados do Pew Research Center, um fact tank norte-americano que conduz pesquisas sobre temas sociais.

A classe evangélica, outrora renegada, excluída, desrespeitada, vitima de preconceito da sociedade; hoje tornou-se a ‘classe’ com poder de decisão determinante na política, com defesas conservadoras, com debate sobre o que é família, protesta a todo custo o vislumbre de legalização do aborto e de casamentos homo-afetivos, são ativos na luta contra a corrupção, a mácula que carcome a região de norte a sul do Brasil, com dá para perceber, uma agenda valores indispensáveis a sociedade. As eleições que se aproximam serão o termômetro para avaliar o real poder da fé. Em países como o México, encravado entre um país (os Estados Unidos) e uma região (América Central) os evangélicos a cada dia têm mais poder e participação nas decisões políticas.

No final da década de 80 a classe evangélica conseguiu eleger 32 parlamentares com a campanha “irmão vota em irmão”. Nas últimas eleições o número chegou a 77 (incluindo três senadores).  Com a chegada de Lula-Dilma Rousseff, a presidência do Brasil, por exemplo, trouxe esperança às feministas de que assuntos do movimento, como o aborto, legalização da maconha, casamento gay e tantos outros – a classe evangélica protestou, barrou avanços que poderiam ser catastróficos e que afetariam danosamente o equilíbrio da sociedade.

Lembrando sempre que: pastores evangélicos sempre manifestaram que não orientam seus fiéis a escolher algum candidato, mas a votar conscientemente para defender o tradicional modelo de família. Ainda que ao mesmo tempo mandem uma mensagem clara ao país: “Estamos presentes nos setores políticos, culturais, econômicos e sociais”. 

MKT, CEO do site O Portomanguense, estudante de Administração na Universidade Maurício de Nassau…

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