Um artigo publicado na revista Veja, na última semana, despertou a indignação da comunidade evangélica, sobretudo de seus representantes mais conhecidos. Intitulado de “Essa gente incômoda”, o artigo do jornalista J. R. Guzzo acusa os evangélicos de estarem do lado oposto das “pessoas de bem”.

A cantora Marcela Tais questionou o preconceito com o povo evangélico

O deputado federal Marco Feliciano se mostrou pasmo com o artigo e comentou o esterótipo que Guzzo apresenta para o evangélico: um “tipo moreno”, ou “brasileiro”, que vem sendo visto com horror crescente pela gente bem do Brasil.

– Os evangélicos, tal qual os católicos, são compostos pelas mesmas misturas étnicas. Ele esqueceu que vivemos num país tropical. Seu texto carece de sentido. Por absurdo que possa parecer, ele continua nessa desvairada ilação de que essas “classes mais altas” estrariam incomodadas com o que ele chama de povo “tipo moreno” ou “tipo brasileiro” – declarou Feliciano.

A pastora e cantora Flordelis também se posicionou sobre o artigo.

– Há mais de 100 anos a igreja evangélica coopera com a sociedade para mudar situações drásticas. Nós não somos ruins! Nós não somos problema! – afirmou a cantora.

O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo, emitiu uma nota de repúdio. Ele, que também é presidente do Ministério do Belém, igreja que está no Brasil há 106 anos, definiu o artigo como tendencioso, preconceituoso e inconstitucional.

Com muita tristeza vi uma matéria cheia de preconceitos e discriminação, partindo do pré-suposto que as “pessoas do bem são aquelas mais ricas, mais cultas… tentando passar que as pessoas simples e com menos poder aquisitivo não são dignas de uma vida honesta e que são responsáveis pelo caos que nosso país atravessa – disse.

Outros representantes da comunidade evangélica também mostraram sua indignação.