A indústria automobilística brasileira acumula de janeiro a setembro recorde histórico de exportação de veículos, com um total de 566,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus embarcados para o mercado externo. O volume supera em 55,7% as exportações dos primeiros nove meses do ano passado e o total embarcado em todo 2016, quando 520,1 mil veículos brasileiros foram comercializados no exterior. Os dados foram divulgados em São Paulo, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veílculos Automotores Anfavea).

De acordo com a Associação, as exportações de veículos voltaram a apresentar crescimento em setembro na comparação com igual mês de 2016. No período foi registrada uma alta de 52,2% no volume embarcado, totalizando pouco mais de 60 mil unidades. Em relação a agosto, porém, os embarques registraram recuo de 10,1%.

O desempenho também se refletiu de forma positiva nas receitas com as vendas internacionais: em setembro, as montadoras e fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias faturaram US$ 1,38 bilhão, 39,4% a mais do que em igual mês de 2016 e 4,7% abaixo do resultado de agosto. No acumulado do ano, entraram nos cofres das empresas US$ 11,659 bilhões oriundos de exportações, valor 51,5% superior ao dos primeiros nove meses do ano passado.

As exportações puxam o ritmo da produção brasileira de veículos, que em setembro cresceu 39,1% na comparação anual, para 236,9 mil unidades – comparado com agosto, porém, houve retração de 9,2%. De janeiro a setembro a alta chega a 27%, com 1,986 milhão de veículos produzidos nas linhas de montagem brasileiras.

O mercado doméstico deu novamente sinais mais fortes de recuperação, com avanço de 24,5% nas vendas do mês passado, comparado com setembro de 2016: foram vendidos 199,2 mil veículos. Em relação a agosto, entretanto, houve queda de 8%.

De janeiro a setembro os brasileiros adquiriram 1,620 milhão de automóveis, comerciais leves, chassis de ônibus e caminhões, um crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: ANBA.

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