Sede da Petrobras, no Centro do Rio

O conselho de administração da Petrobras se reúne hoje para discutir uma pauta delicada: cortes de cargos e reestruturação para enfrentar uma crise que mistura os problemas produzidos pela própria incompetência e roubalheira produzidas internamente com os abacaxis decorrentes da queda violenta dos preços do petróleo no mercado internacional.

DEMISSÕES

Um corte de 30% na folha salarial é o percentual com o qual se trabalhará na reunião de hoje, de acordo com a proposta levada pela diretoria ao conselho.  Hoje, a Petrobras tem cerca de 70 000 funcionários e outros 200.000 trabalhadores terceirizados (desse total, 40.000 em áreas administrativas). Esse contingente custa, por ano, cerca de R$ 21 bilhões.

CRISE

A cotação das ações da Petrobras caiu mais de 4% nesta segunda-feira. Os papeis foram negociados em valores que variaram de R$ 4,80 (ações preferenciais) e R$ 6,30 (ordinárias, com direito a voto em assembleia).

Ação da Petrobras abaixo dos R$ 5 é coisa que não se via desde 2003. No momento, o papelório da estatal custa o equivalente a um pacote de papel higiênico. O ministro Nelson Barbosa (Fazenda) disse aos repórteres que o governo não vê necessidade de recorrer ao Tesouro para prestar socorro financeiro à Petrobras.