“Vitrine para exibir o governo de Jair Bolsonaro (PSL) ao mundo, o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), começou na terça-feira, 22, com o presidente fazendo o discurso na abertura oficial do evento.

Em cerca de 15 minutos, Bolsonaro passou diretrizes gerais do que os estrangeiros podem esperar de seu governo. Mas ele não foi o único integrante da comitiva brasileira a estar sob os holofotes.

A agenda dos ministros que o acompanharam na viagem também foi movimentada. Sergio Moro, da Justiça, participou de um painel e teve um discurso afinado com o do presidente. Paulo Guedes, da economia, almoçou com investidores.”

Em sua fala, o presidente Jair Bolsonaro destacou: “o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e abri-la é um compromisso desse governo“.

Ele prometeu aumentar a eficiência do Brasil, reduzir as burocracias e garantiu que a equipe econômica irá tornar o país um dos 50 melhores para se fazer negócios no mundo.

Falou ainda sobre a necessidade de “diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender e criar empregos” e afirmou: “Gozamos de credibilidade para fazer as reformas que precisamos e que o mundo espera de todos nós“, disse o presidente à plateia, composta em boa parte por políticos, empresários e investidores.

Nós pretendemos diminuir o tamanho do Estado, realizar reformas como a de Previdência e tributária. Queremos tirar o peso do Estado de cima de quem produz, de quem empreende. […] Tirarmos o viés ideológico dos nossos negócios. […] Buscar aprofundar cada vez mais a os negócios e aproximação com todos os países do mundo“, completou.

Quando as urnas confirmaram matematicamente a sua vitória, Bolsonaro fez um discurso prometendo essencialmente duas coisas: resolver os problemas econômicos e garantir a liberdade dos brasileiros, em suas múltiplas dimensões. Se ele cumprir as promessas – e essa é outra história, bem mais complicada–, será um excelente presidente.