O direito de desrespeitar

Em países como Japão, Coreia do Sul, China e Austrália os professores são tratados não apenas com respeito, mas são elevados ao status de sumidade. O que está muito longe da realidade do nosso país, estado e cidade. Vide a nossa colocação no Ranking do PISA, ou o último relatório da ONU sobre o futuro da educação no mundo . Estamos muito mal em interpretação textual e noções elementares de matemática. A crise educacional passa diretamente pela falta de condições minimamente ideais de trabalho para que a figura do docente possa, não transferir, mas como uma bússola ou farol, nortear o “aluno” a novos caminhos de descoberta.

NO CONTEXTO DA PROBLEMÁTICA

Em 2016, enquanto lecionava para uma turma de cursinho PRÉ-IFRN no espaço escolar à noite, uma criança entrou na escola, invadiu a sala em que eu me encontrava, e começou a fazer gestos obscenos na frente de todos. Depois de todo o imbróglio, a mãe do indivíduo acorreu em defesa do filho com o argumento mais estapafúrdio que eu já ouvi. “O direito de desrespeitar”. Dois anos depois, a história se repete, não como tragédia, mas como farsa. Um grupo de adolescentes que não fazem parte da turma do cursinho PRÉ-IFRN entram na escola, e se utilizam do momento oportuno para distrair os alunos com piadas e comentários jocosos. Quando indagados sobre tal comportamento, eu escuto: – “Eu entro e bagunço quando quiser.”

Anotem aí a RECEITINHA DE BOLO.

1º Os pais dos alunos serão lenientes com as picardias juvenis dos seus filhos, afinal de contas,  nada mais sagrado do que o “direito de desrespeitar.”

2º Os adolescentes em questão, usarão a tática luciferina do vitimismo premeditado, afinal de contas, são só adolescentes.

Escola como depósito de crianças somado ao vitimismo condescendente.

E pôs-se a estratégia em ata.

Sobre o Autor

Max Brazão
Max Brazão

Pensador crítico do mundo...

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